segunda-feira, 15 de outubro de 2007

De:Compondo.

O vento folheia a árvore.
Em sulfite A4 branca,
dessas com nome e
sobre-nome escrevo
(uma Pessoa inscrita observa)
In-vento memórias.
Trans-planto impressões.
Descompondo
Escrevendo
Exprimindo
Fernando
Matéria sedimentada de seiva elaborada,
não está ao pé do pé que ali está,
ex-tinta.

Por Aline Gallina e Priscila Lopes

11 espinhos:

Maria Luiza Vargas Ramos disse...

Vim retribuir sua visita, agradecer seu comentário e fui premiada com poesias de alto nível. Parabéns! Já linkei seu blog e vou divulgá-lo para alguns amigos poetas, como você. Beijo.
Maria Luiza

Wagner Bezerra Pontes disse...

minha caneta sempre falha nas horas mais...=D

Edson Laureto disse...

In-vento, trans-planto, ex-tinta. Usaram de muita criatividade no emprego do hífen, valorizando o sentido das palavras. Muito interessante. Obrigado pelo convite ao blog e pela visita lá no Recanto das Letras. Estarei por aqui sempre que puder. Grande abraço!

Sexo, Poesia e Bossas Velhas disse...

adorei. gosto e admiro quem consegue criar em cima da morfologia. bjo

Sexo, Poesia e Bossas Velhas disse...

ah. não sei o nome completo. não achei nada na net tb.

amaraled disse...

Muito interessante a poesia. Gostei muito. Obrigado pela visita. Já indiquei o blogger para outros poetas e iniciados. Mais uma vez: Parabéns!

Edilmar Amaral

www.encontrodospoetas.blogger.com.br

cassionei petry disse...

Obrigado pela visita e o comentário no blog. Se os todos os blogueiros tb retribuíssem minhas visitas eu seria um dos blogs mais lidos do Brasil. Gostei do blog de vc, sem nenhum porém. Um abraço do Cassionei

Priscila Lopes disse...

O hífen, Edson - falo por mim - é um dos meus maiores aliados no desdobrar e domesticar do poema. Assim também aprecio a utilização de aspas, ponto-e-vírgula, travessão, e demais pontuações das quais sinto necessidade no diálogo poético.

Creio que este seja o exemplo de "ferramenta" que podemos usar sem medo - talvez zelo, mas não medo.

Chico Rosa disse...

Saudosismo

Sentado ao pé
do pé que ali já não há,
Apanho o sulfite reciclado.
Re-crio
Re-invento
Descubro e
Re-descubro o verso livre.
Liberto ao vento
minha vasta cabeleira,
ainda que quase ex-tinta.

Caito disse...

Des-constru-indo

Anônimo disse...

Este é um grande poema!
Isto não se diz assim,mas de mim eu digo sim , e ponto.
Não esclareço leitores curiosos, não venho aqui para isso ,venho fruir...