terça-feira, 9 de outubro de 2007

Dá licença!

Um dia alguém há de ver poesia
no que os poetas
não enxergam poemas,
e varrer o pó literário.
- Por que não? Varrer.
Qual é o problema
com a ironia?
A falta de decência?
Não.
É só falta de métrica.
Mas, calma lá,
me empresta a régua.
Eu vou contar cada sílaba
para ver se consigo essa tal
licença poética.

9 espinhos:

Canto da Boca disse...

Onde que eu assino?
;)

wilson gorj disse...

Nas grades da métrica, muitas vezes morre a poesia.
Pássaro livre não suporta o cativeiro.

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Adicionei este blog ao meu.

Quanto ao livro - sim, você deve tê-lo visto no Orkut.

Quando me vir de novo por lá, aproveita e me adiciona, ok?

Abraços.

Daniel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Daniel disse...

Belo blog... Gostei da imagem da varredura... indecentemente, nao se pode colocar o po literario sobre o tapete, nem abaixo.
Somos todos bruxos criticos
Buenas,
Daniel

Caito disse...

Caralho!!! Muito bom meu, muito bom mesmo! É a teoria literária mais concisa e completa que já li! É, o novo sempre vem, por maior que seja a resistência. Arrepiou!

amaraled disse...

Muitas vezes poeta a métrica não cabe no poema. Belo texto. Poético.
Gostei muito do blog. Gostaria de convidá-las a participarem, também, de meu blog: amaraled.blogger.com.br

Luciano Almeida disse...

vc, hein, Priscila, cada vez mejor! sua desenvoltura em fazer poesia encanta e assusta um tiquinho a este poeta, amigo seu! beijo!!

Wagner Bezerra Pontes disse...

sempre esqueço minha régua =D

gustavo samuel disse...

gostei