Quando eu houver partido,
mande lembranças minhas
à vida que não vivi,
por tanto teor comedido
- do desdireito de ir
e vir - conte a ela sobre
o poema-verso-livre
que nunca alcei em linhas
pois preso estaria ali.
Quando eu houver partido
ao meio, juntar as letras
de mim - pois a escrita
me lê, mas o verbo me foge
e meu papel resiste à tinta preta.
Comemorar cada ponto impreciso
das minhas reticências - corre
em minhas veias uma interjeição
que se exclama só, grita, sALTA, (morde!)
Quando eu houver partido
inteira, à maneira de ser oculta,
respeite meus fonemas como
quem não reage ao insulto de
saber-se (con)sentindo o chão
- ordenadamente orientam-se os
críticos
no rio raso da rasura:
por favor, corrijam o meu erro
corrijam-me o erro
corrijame.
The ruling of the heart
Há 4 semanas
13 espinhos:
é uma das coisas que eu preciso fazer ainda em relação: "a vida que não vivi..."
gostei do texto =D
abraço!
Respeite meus fonemas ... maravilhoso isso !!!
abraços
Bonito
Gostei!
tenho outro blog
http://outono-desconhecido.blogspot.com/
Beleza, Priscila! Ó, grata pela visita ao refúgio e por lincá-lo aqui, no cinco espinhos. Um abraço.
poema não é o meu forte. mas é um belo poema. obrigado pela visita ao Espalitando. E já deixei o meu voto.
abraço
OLÁ, grata pela tua visita ao meu cantinho,
fiquei a conhecer o teu e gostei muito.
Beijinhos,
Fernandinha
Eis-me aqui, navegante de curiosidades poéticas, vendo - mais uma vez - os Cinco Espinhos da textualidade, com seus garimpos semanais e suas postagens à procura de surpresas e horizontes. Um abraço.
Oi Pricila, eu simplesmente amei sua crítica, sugestão em meu blog! Vou ler o Leminsky e a Ana pois o Drummond já conheço...
Concordo com vc, acho que poesia não tem forma, e sim o que sente, mas as vezes sinto se não escrevo expressões sentimentais em forma de versos e não poemas em si...
Amo seus poemas, seu talento e criatividade são de encher os olhos, espero sua visita inspiradora mais vezes em meu blog. Bjos querida, muito obrigado pela sugestão, adorei!
quem reinventa,
acrescenta,
neste mundo que (quase) só tira.
Caso não conheça, recomendo " Caminhos des-encantados" de José Mena Abrantes, escritor Angolano.
A realidade do nosso " comum " é a língua
Abraço
Kim
www.kimdamagna.blogspot.com
metalinguagem. fortema.
Beijo!
Suzana
A vida que não vivi é uma vida só pra todo mundo. Ou seja, só são versos.
Um abraço.
Virei fã do blog.
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