quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Abstração

Pássaros, pássaros! Passos
sôfregos perpassando o tempo
- e o Tempo é onde?

Vendo os olhos
de uma criança
que chora

(e o verbo é quando?)

17 espinhos:

Suzana Mafra disse...

ainda bem que voei aqui hoje

Abrássaros!

*¢£@üD!NhA''' disse...

Tais versos recordaram-me uma música dos Los Hermanos (tão bela quanto) - Pássaros:

''Euaflito e só,confuso e semvocê por aqui.assim eu sonhei mas isso eu não quis.que
diferença?o dia se fez assim.há um conflito um,nóeu difuso enfim os pássaros vêmme
levar aívisitar océu e pra ver vocêlevantando o véu pra mim.mas eles só me vêemquando eu
já não seise eu estou são,O que é um sonho ruim,o que é um sonhobom.que diferença?a
vida é igual,assim eeu não seieunãoseinãoseieunãoseise isso é você.quem bate aí?
Se é pra eu te verentão deixa
eudormir.''

Desculpa a intromissão ;)

Thiago Ponce de Moraes disse...

Prezadas Aline e Priscila, agradeço pela visita.

Já conhecia o Cinco Espinhos, blog de vocês. Fico feliz de ter a oportunidade de estar aqui novamente.

Apenas fico pensando sobre a crítica literária que dizem: onde está ela?

Parabéns pelo trabalho, continuem,

Abraços;

Ponce.

Priscila Lopes disse...

entre-linhas.

Aline Gallina disse...

Olá Thiago!

Fico feliz com o seu retorno e obrigada pelos complementos!

Sobre a crítica literária, se você prestar bem atenção, ela está em forma de poesia.

A cada poesia que aqui publicamos, nos envolvemos profundamente com alguma mensagem literária - pode-se dizer "crítica" mesmo. Quem comenta sobre o que foi posto em pauta, consegue nos fazer chegar em uma discussão sempre bem interessante. Sem contar as enquetes que estão explicitamente convocando a um pensamento criticamente literário.

Ao oferecermos um espaço para a divulgação de novos escritores anônimos - da nova poesia (geralmente) - também buscamos quebrar barreiras diante da dificuldade que é divulgar os trabalhos desses "novos² poetas".

Espero vê-lo mais vezes aqui no blog!

Abraços.

Fernanda e Poemas disse...

Olá Priscila, passei para desejar-te bom fim de semana.
Beijinhos,
Fernandinha

Anônimo disse...

vendo os olhos de uma criança que chora
e o tempo é quando.

prolonga-se o verbo num tempo dedobrado !
o meu abraço

Rodolfo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
fabio jardim disse...

um exemplo de capacidade poética.
destruir os limites do convencional, transgredir.

muito bom o blog! interativo, tem enquete e tal. gostei muito!

Anônimo disse...

Salut Priscila

Sou um Diabo que que não gosta de má literatura, nem diarreia verbal pretensiosa.
Tudo o que escreves, são trocadilhos ardilosos de palavras,que só têm sentido para ti e os teus amigos. É hilariante ver, como vocês (tu e os teus amigos) se elogiam uns aos outros na ilusão que escrevem algo transcendental. Compreendo as ilusões próprias da juventude, mas, escrever é um exercício para o qual é necessário bases sólidas prenhes de conteúdo.
Algumas borrões que escreves são mesmo maus.
Deixo-te com Zeca Afonso!
"A formiga no carreiro ia em sentido contrário, mudou de rumo, mudou de rumo etc. etc e tal".
Escreve muito, muito, mas!?
Um sorriso cínico do Satanás.
CIAO

Aline Gallina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Priscila Lopes disse...

Rodolfo, foi especialmente agradável para mim ler teu comentário e perceber que você captou pelo menos três das leituras possíveis. Não falo nem em sentido, pois uma vez proferido o discurso (o texto, enfim), o sentido escapa ao sujeito falante.

Quanto ao comentário Anônimo, é importante salientar que NENHUM daqueles que aqui comentam ou já comentaram são nossos amigos - eu sequer os conheço pessoalmente. Amigos eu tenho na faculdade, no trabalho, no bairro. Na internet minhas relações são puramente literárias - para não dizer "profissionais" e soar pretensiosa. Portanto, os freqüentadores do Cinco Espinhos aqui estão por simpatizar com o tema de alguma forma, quer para elogiar o projeto, os poemas, ou criticar/comentar/acrescentar alguma coisa últil ao debate sobre literatura tida como "contemporânea".

Assim como há entusiastas e escritores amadores, inúmeros são os escritores já "publicados" e os professores de Letras que nos visitam, na maior parte das vezes limitando-se a me escrever emails, em vez de aqui se identificar.

Você provavelmente não compreende a poesia "contemporânea" (ou moderna ou atual) e por isso "não gosta". Isso é senso comum. Eu também costumava dizer que não gostava de volei, quando na verdade não sabia jogar.

É tentador recorrer à autoridade "Você sabe com quem está falando?", mas conseguirei resistir - porque meu perfil já demonstra que, ao contrário do que você insinuou, possuo bases sólidas para a escrita. Aliás, estudo diariamente, as Letras.

Ainda que com cinismo, é interessante para nós receber comentários tão atenciosos para com nossa proposta no Cinco Espinhos.

Abraços a todos, continuem...!

Rodolfo disse...

Priscila,
algo aqui me fez lembrar Mario Quintana:
"
Poeminho do Contra

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!"

Um abraço.

amaraled disse...

Belo poema Priscila Lopes. Ele é simples, leve. Adoro as aliterações dele e a quebra da narrativa (?). Dão um tom muito mais Poético. Parabéns!

Grato pela visita.

Edilmar Amaral


http://encontrodepoetas.blogspot.com

Wagner Bezerra Pontes disse...

"Ah que saudade de poder voar
Entre os rios, as árvores e o mar..." música de um amigo,aqui está o link desta linda musica no pure volume: http://www.purevolume.com/medonho

abraço!

Anônimo disse...

Estão a ver a almofada do poder, e
ainda por cima a baralhar com Zeca Afonso . Velha técnica esta, de mudar sinais as coisas, como se elas se enquadrassem em determinado lugares e só. Este Salut pelo menos sessenta anus, e problemas em algum ângulo de visão.
A formiga está é na pantufa!
Salut. Ainda cumprimento do século 19, quando a França se julgava dona e senhora do centro cultural do mundo.
Salut , o que isto traz na língua? ?
Boa-noite
Boa noite também ao Rudolfo
»seja bem-vindo quem vier por bem»
Não é senhor do salut? È uma canção do mesmo canto-autor!
jrm

Priscila Lopes disse...

Mallarmé tem um soneto (digamos, "moderninho") chamado Salut.

A título de curiosidade. Para não falarmos só em nagativ-idades

Somos todos seres humanos e, consequentemente, críticos. Brasileiros ou não, diariamente nos colocamos na posição de críticos de arte, política, economia, vida alheia...

O importante é fundamentarmos nossas críticas para incrementar os debates, não empobrecê-los com adjetivos chulos.



Saudações!