quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Que droga!

Escrevia um concretismo tal
que soou subjetivo. "Cadê o sujeito? Cadê
a essência além da forma? Perfeito:
agora eu uso palavras diversas
para escrever uma só". Não entendia, não
prestava atenção ao poema. Tanto dizia
ele, perdeu o sentido naquela folha perdido,
amarelo doente de pó.

9 espinhos:

Dauri Batisti disse...

Que bom encontrar um poema sem "muito" sentimento. Ando meio entediado com esses poemas que se repetem falando de amor-sexo, etc.

Adorei esse seu poema.

Dauri Batisti disse...

Parabéns. Amei seu "jeito" de escrever.

Dauri Batisti disse...

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Poemas condenados disse...

Oi, Priscila. Cescobri você - ou melhor, você me descobriu - no recanto das letras. Adorei seus poemas e seu apoio ao "novo". Também levando esta brandeira da divulgação dos poetas VIVOS em vez do simples culto aos poetas mortos. Abraços. Igor Roosevelt...
Eis aqui meu hino aos poetas vivos:

NECROFILIA

Leitores vasculham cemitérios,
Livros são lápides eloquentes,
levam resíduos de poetas nos dentes.
Leitores vasculham bibliotecas,
comem defuntos com os olhos,
vomitam versos de outrora.

Poetas amam a vida, bebem a vida.
Tem olhos voltados para frente,
abrem caminho no escuro.
Poetas amam a vida, bebem a vida.
Comem defuntos
ocasionalmente.

http://recantodasletras.uol.com.br/duetos/720553

Larissa Marques disse...

Gostei muito de tudo por aqui, bom gosto em letras...
Voltarei mais vezes.

Jacinta disse...

Olá,
encontrei seu espaço através do Otávio "só tenho uma vaga lembrança".
Gosto da forma que vc dá às palavras. Um jeito diferente.
A começar pelo nome Cinco espinhos.
Alguma razão especial para cinco?
Um abraço
Jacinta

Priscila Lopes disse...

O nome deste blog foi inspirado no poema de Carlos Drummond de Andrade, Estrambote Melancólico, que termina em:

"e cinco espinhos são na minha mão"

felipedamo disse...

a prova de que a rima, desde que bem seduzida, não fica chata nem piegas...